terça-feira, 6 de dezembro de 2011

UNIDADE 4

Ainda é longo o caminho até a igualdade de gênero
São destinados aos homens os melhores cargos e salários. A evidência disso é o fato de que 5,5% dos homens ocupados chegaram a um cargo de direção, e apenas 3,9% das mulheres.
O Prêmio Anual Executivo de Valor, que elege os melhores profissionais em 20 setores da economia através da escolha  feita por um júri composto por um grupo de empresas do mercado de "headhunting" nacional e internacional, nenhuma mulher foi premiada, certamente não por discriminação do júri, mas porque elas são escassas no mercado de executivos.

A última pesquisa do IBGE mostra o rosto das diferenças por gênero.

Para cada R$ 100 de salário de um homem de baixa renda, uma mulher vai receber R$ 76.
Para cada R$ 100 recebidos pelo funcionário do sexo masculino, uma mulher receberá R$ 66,10.
Neste país de imensa pobreza, considera-se o topo da carreira uma renda mensal de R$ 3.730 para os homens e de R$ 2.466,50 para as mulheres.

Na pesquisa por faixa de escolaridade as mulheres com até quatro anos de estudo recebem 80,6% do salário dos homens com a mesma escolarização. Com 12 anos ou mais de estudo as mulheres recebem apenas 61,6% do que os homens

As mulheres têm mais tempo de estudo: elas estudam, em média, 8,6 anos, quando a média nacional entre a população ocupada é de 7,6 anos.
Os Estados da Região Sul estão na lista daqueles com maior número de mulheres em cargos de direção.
Essa proporção cai assustadoramente conforme se avança pelos Estados mais pobres da Federação onde as mulheres recebem menos em relação aos homens: na média, 59,4% do salário masculino.

Dados sobre a ocupação das mulheres com nível superior:

Os homens com estudo universitário se distribuem de forma equilibrada pelos setores da economia. As mulheres se concentram nas áreas de educação, saúde e serviços sociais.
Segundo o IBGE, grande parte da responsabilidade pelas diferenças de rendimento entre homens e mulheres se reproduz no mercado de trabalho onde as divisões dos papéis ainda desempenhados pela mulher dentro da família, cabem a mãe os cuidados com filhos, idosos e doentes.
Pesquisa revela que as mulheres inseridas no mercado de trabalho dedicam 22,1 horas por semana às tarefas da casa, enquanto os homens gastam apenas 9,9 horas com essas atividades. A dupla jornada ainda é a realidade da mulher brasileira, mesmo com a melhora de escolaridade e maior inserção no mercado.
O economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Polícias Sociais da FGV, considera que o próprio mercado reduzirá as diferenças de gênero. Ele explica: quanto mais jovem a população, mais as mulheres superam os homens em educação. De onde se conclui que, no futuro, as mulheres serão, em média, mais qualificadas que os homens. O tempo dirá, mas a realidade é que o Brasil ainda lida com uma situação de profunda desigualdade, não apenas social, mas também de gênero.
FonteEditorial do Valor - 17/04/2006

Jornada da mulher trabalhadora
  • Durante a semana, a jornada diária da mulher é de 502 minutos, 5% maior que a do homem (480 minutos);
  • No fim de semana, a jornada diária da mulher é de 326, 62% maior que a carga masculina (201 minutos).
Fonte: Dados da pesquisa da socióloga da UF de MG, Neuma Aguiar Horizonte, em 2002. (OGL-16)
 

Mulher x Criança x AIDS
A África subsaariana terá 18 milhões de crianças órfãs da Aids até o fim de 2010;
A cada minuto, uma criança é infectada pelo HIV por sua mãe e outra morre de alguma doença relacionada à Aids.
Fonte: (Unicef) (OGL-26).
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Nas capitais brasileiras, 44% dos homicídios de mulheres são cometidos com
arma de fogo. Dois terços dos casos de violência contra a mulher têm como autor o próprio marido ou companheiro. De acordo com dados do FBI, relativos a 1998, para cada vez que uma mulher usou uma arma em legítima defesa, 101 vezes esta arma foi usada contra ela.

* * * *
O Brasil libera o ranking mundial de violência contra a mulher. De acordo com uma pesquisa feita pela Sociedade de Vitimologia Internacional, chega a 25% o número de mulheres no país que sofrem violência e 70% das mulheres assassinadas foram vítimas dos próprios maridos.Fonte: Correio Brasiliense



IBGE
A participação das mulheres no mercado de trabalho, seu perfil etário e educacional, o contingente feminino no setor público, a jornada de trabalho considerada a escolaridade, o percentual de mulheres que gostaria de trabalhar mais. Esses e outros pontos são levantados pelo IBGE no Dia Internacional da Mulher. O trabalho especial Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas tem como objetivo apresentar um panorama da mulher no mercado de trabalho. As informações usadas provêm da Pesquisa Mensal de Emprego (PME)2009, realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
35,5% das mulheres tinham carteira de trabalho assinada
Em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho como empregadas com carteira de trabalho assinada, percentual inferior ao observado na distribuição masculina (43,9%). As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre os homens, este percentual era de 40%. Já o percentual de mulheres empregadoras era de 3,6%, pouco mais da metade do percentual verificado na população masculina (7,0%).
61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos ou mais de estudo
Enquanto 61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o ensino médio completo, para os homens este percentual era de 53,2%. A parcela de mulheres ocupadas com nível superior completo era de 19,6%, também superior ao dos homens (14,2%). Por outro lado, nos grupos de menor escolaridade, a participação dos homens era superior a das mulheres.
Elas trabalharam 38,9 horas em média
Apesar de desde 2003 ter ocorrido uma redução de aproximadamente 36 minutos na diferença entre a média de horas trabalhadas por homens e mulheres, em 2009 as mulheres continuaram trabalhando, em média, menos que os homens. Cabe esclarecer que essa queda foi ocasionada pela redução na média de horas trabalhadas pelos homens. As mulheres, em 2009, trabalharam em média 38,9 horas, 4,6 horas a menos que os homens.
As mulheres trabalhavam menos que os homens em todos os grupamentos de atividade. Com a exceção das mulheres ocupadas em “Outros Serviços”, as demais atividades apresentaram aumento da média de horas trabalhadas para as mulheres. No grupamento “Administração Pública”, as mulheres trabalharam, em média, 36,4 horas semanais.
Em 2009, as mulheres com 8 a 10 anos de estudo foram as que declararam trabalhar mais horas semanais (39,4 horas). No entanto, aquelas com 11 anos ou mais de estudo foram as que apresentaram a menor diferença na média de horas trabalhadas em relação aos homens, 3,6 horas. Em 2003, esta diferença era de 4,4 horas.
As mulheres com 1 até 3 anos de estudo foram as que apresentaram a maior diferença (7,2 horas) na média de horas trabalhadas, quando comparadas aos homens. Tal realidade é similar à verificada em 2003, quando a diferença era de 7,3 horas.
O número de horas trabalhadas pelas mulheres que possuíam curso superior completo somente ultrapassava ao das que tinham até 3 anos de estudos.
Já as mulheres com 11 anos ou mais de estudo foram as únicas a aumentar a média de horas trabalhadas semanalmente, em todo o mercado de trabalho: de 38,8 horas em 2003 para 39,1 horas em 2009.
O rendimento continua sendo inferior ao dos homens
O rendimento de trabalho das mulheres, estimado em R$ 1.097,93, continua inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). Em 2009, comparando a média anual de rendimentos dos homens e das mulheres, verificou-se que as mulheres ganham em torno de 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2003, esse percentual era de 70,8%.
Considerando um grupo mais homogêneo, com a mesma escolaridade e do mesmo grupamento de atividade, a diferença entre os rendimentos persiste. Tanto para as pessoas que possuíam 11 anos ou mais de estudo quanto para as que tinham curso superior completo, os rendimentos da população masculina eram superiores aos da feminina.
Verificou-se que nos diversos grupamentos de atividade econômica, a escolaridade de nível superior não aproxima os rendimentos recebidos por homens e mulheres. Pelo contrário, a diferença acentua-se: no caso do “Comércio”, por exemplo, a diferença de rendimento para a escolaridade de 11 anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a mais para os homens. Quando a comparação é feita para o nível superior, ela é de R$ 1.653,70 para eles.
No entanto, no grupamento da Construção, as mulheres com 11 anos ou mais de estudo têm rendimento ligeiramente superior ao dos homens com a mesma escolaridade: elas recebem, em média, R$ 2.007,80, contra R$ 1.917,20 dos homens.
Aumentou a escolaridade das mulheres que procuram trabalho
Em 2009, entre o 1,057 milhão de mulheres desocupadas e procurando por trabalho, 8,1% tinha nível superior. Houve aumento na escolaridade dessas mulheres, visto que em 2003, em média, 5,0% tinham nível superior. Esse crescimento resulta do aumento da escolaridade de uma forma geral.
O aumento da escolaridade também pode ser verificado em outros níveis. Em 2003, em média, 44,7% das mulheres desocupadas tinham 11 anos ou mais de estudo. Em 2009, essa proporção ultrapassou significativamente a metade da população (59,8%). Verificou-se que a população feminina desocupada é proporcionalmente mais escolarizada que a população feminina acima de 10 anos. Enquanto, em média, 81,2% da população feminina desocupada tinham oito anos ou mais de escolaridade, na população em idade ativa este percentual era de 61,1%.
Cresceu o percentual de mulheres adultas querendo trabalhar
A população feminina desocupada (1,057 milhão de mulheres, em 2009) está muito concentrada no grupo etário entre 25 e 49 anos de idade. Em 2003, as mulheres nesta faixa etária correspondiam a 49,3% da população feminina desocupada. Em 2009, elas já eram mais da metade: 54,2%.
O estudo Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas pode ser encontrado no seguinte endereço:
O estudo Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas pode ser encontrado no seguinte endereço:http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/defaultestudos.shtm
Para informações adicionais e entrevistas entre em contato com a Comunicação Social do IBGE, nos telefones– 21- 2142-4506/4651/0986/0985, fax -21-2142-0941, por email comunica@ibge.gov.br ou na Avenida Franklin Roosevelt, 166 – 9° andar – Centro – Rio de Janeiro.
Comunicação Social


  Mulher de Hoje
Apesar de ter seus direitos garantidos pela Constituição, a mulher brasileira sabe que ainda há muito a conquistar.
Só para ter idéia da importância das mulheres, basta saber que elas representam mais da metade da população brasileira. De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais -2007, a população brasileira em 2006 era de 187,2 milhões de habitantes. Desse total, 96 milhões eram mulheres.
O aumento da proporção de mulheres em relação a homens é uma tendência demográfica no Brasil, ou seja: a cada nova pesquisa, os resultados mostram que a população feminina tem aumentado cada vez mais em relação à masculina. O indicador demográfico que expressa essa proporção se chama razão de sexo; ele mostra o número de pessoas do sexo masculino para cada grupo de 100 pessoas do sexo feminino. Acompanhe no gráfico:
Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais – 2007.
Como você pode observar, as Regiões Metropolitanas de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre apresentaram a relação homem/mulher mais equilibrada, aproximadamente de 92 homens para cada 100 mulheres. As informações sobre as Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro, Salvador e Recife mostraram que, para cada 100 mulheres, tinham apenas entre 86 e 88,5 homens.
Outra tendência demográfica expressa na Síntese de Indicadores Sociais – 2007 é um processo de envelhecimento da população, ou seja, há menos crianças e jovens do que antes. A vida média ao nascer, entre 1996 e 2006, incrementou 3,5 anos, com as mulheres em situação bem mais favorável que a dos homens (72,3 para 75,8 anos, no caso das mulheres, e 65,1 para 68,7 anos, para os homens). O aumento da esperança de vida ao nascer em combinação com a queda da taxa de fecundidade resulta no aumento da população idosa – principalmente a feminina. Observe a pirâmide etária brasileira:
Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais – 2007.
Em 2006, a taxa de fecundidade total (número médio de filhos que uma mulher teria ao final do seu período fértil) foi 2,0 filhos. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais – 2007, a queda da taxa de fecundidade nas últimas décadas é uma tendência não só no Brasil: diversos países já atingiram valores bem abaixo do chamado nível de reposição natural da população, principalmente os europeus. Entre nossos vizinhos americanos, observamos o caso de Cuba, cuja taxa em 2005 era de 1,6 filho, contrastando com a Bolívia, com 3,7 filhos por mulher. A Argentina se encontra nos mesmos patamares que o Brasil.
Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais – 2007.
Mulheres responsáveis por domicílios
Entre 1996 e 2006, o percentual de mulheres responsáveis pelos domicílios aumentou de 10,3 milhões para 18,5 milhões. Em termos relativos, esse aumento corresponde a uma variação de 79%, enquanto, neste período, o número de homens “chefes” de família aumentou 25%. A Síntese de Indicadores Sociais – 2007 nos mostra que o aumento da “chefia” feminina ocorreu principalmente nas famílias compostas por casal com ou sem filhos.
É interessante pensar em alguns fatores que influenciam o aumento do número de mulheres responsáveis pelo domicílio.
  • Maior participação das mulheres no mercado de trabalho e, conseqüentemente, maior contribuição para o rendimento da família: Entre 1996 e 2006, o nível de ocupação das mulheres aumentou quase 5 pontos percentuais, ao passo que para os homens ocorreu uma redução de cerca de 1 ponto percentual. Para as mulheres, o aumento nos níveis de ocupação foi maior no Sudeste e na categoria de 40 a 49 anos de idade.
  • A alta expectativa de vida da mulher em algumas cidades ou regiões: A mulher assume a liderança da casa após a morte do companheiro. Isto contribui para o aumento do número de mulheres que moram sozinhas. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais – 2007, 26,7% das mulheres responsáveis por domicílios têm 60 anos ou mais de idade.
  • Casamentos desfeitos: A mulher, separada do marido, torna-se responsável pelo domicílio sozinha ou com os filhos. Entre os diversos tipos de estrutura familiar, a maior proporção de mulheres “chefes” encontrava-se em famílias que não contavam com a presença do marido e todos os filhos tinham 14 anos ou mais de idade (29,4%).
  • Homens que migram: de seu estado ou região em busca de emprego ou por outros motivos.
  • Aspectos culturais: As mulheres que valorizam a autonomia, independência e busca profissional muitas vezes preferem morar sozinhas. É simplesmente uma opção, uma questão de ponto de vista.
Participação no mercado de trabalho
Segundo a última Síntese de Indicadores Sociais, a maior participação das mulheres no mercado de trabalho tem se concentrado em quatro grandes categorias ocupacionais que, juntas, compreendem cerca de 70% da mão de obra feminina: serviços em geral (30,7%); trabalho agrícola (15%); serviços administrativos (11,8%); e comércio (11,8%).
Existem diferenças entre Grandes Regiões. Em 2006, a participação feminina nos serviços foi maior na Região Centro-Oeste (36%); no Nordeste, 26,6% das mulheres eram trabalhadoras agrícolas; o serviço administrativo, por sua vez, foi mais expressivo para as trabalhadoras do Sudeste; e as atividades de comércio absorviam 15,5% das mulheres ocupadas no Norte.
Para as mulheres ocupadas mais escolarizadas, com média de 12 anos de estudo ou mais, a inserção no mercado de trabalho é mais intensa nas atividades de educação, saúde e serviços sociais (44,5%). No Norte, essas atividades absorvem 53% da mão-de-obra feminina mais qualificada. As outras atividades e a administração pública também concentram boa parte da mão-de-obra feminina qualificada: 14,9% e 11,2%, respectivamente. No Centro-Oeste, provavelmente pela presença da Capital Federal, observa-se a maior concentração de mulheres na administração pública (20%).
Educação
Nas áreas urbanas, a escolaridade média das mulheres é de 7,4 anos para a população total e de 8,9 anos para as ocupadas. No Brasil rural, a situação é bem diferente. Essas médias são baixas: 4,5 anos e 4,7 anos, respectivamente.
As áreas metropolitanas apresentam as maiores médias de anos de estudo. No Distrito Federal, a escolaridade média das mulheres ocupadas é a mais elevada (10,4 anos). Por outro lado, a menor média observada foi nas áreas rurais de Piauí e Alagoas (3,2 anos), ou seja, nessas áreas as mulheres que estão ocupadas podem ser consideradas analfabetas funcionais e inseridas em trabalhos precários.
Acompanhe a tabela abaixo:

Fonte: IBGE, Síntese de Indicadores Sociais – 2007.
As mulheres também estão à frente quando o assunto é ensino superior e a tendência é ao aumento da qualificação da parcela feminina da população brasileira. Em 1996, do conjunto das pessoas que freqüentavam estabelecimentos de ensino superior, a proporção de mulheres era de 55,3%, passando para 57,5%, em 2006. Isto mostra que os homens estão perdendo espaço no processo de escolarização, pelo menos, no que tange a taxa de escolarização superior.


UNIDADE 5 – Sociedade e cultura: identidade nacional?

É a partir deste ponto que vamos trabalhar especificamente como se deu a sociedade e a cultura nacional a partir de uma identidade cultural formada pelas multiplicidades de culturas.
A cultura é um processo cumulativo de conhecimentos e práticas resultantes das interações, conscientes e inconscientes, materiais e não-materiais, entre o homem e o mundo, a que corresponde uma língua; é um processo de transmissão pelo homem, de gerações em gerações, das realizações, produções e manifestações, que ele efetua no meio ambiente e na sociedade, por meio de linguagens, história e educação, que formam e modificam sua psicologia e suas relações com o mundo. Cultura é conceito que amplia sua abrangência, a partir do século XIX, quando a arte se distancia da utilidade, ou da necessidade das sociedades tradicionais, ganhando autonomia.
 Na verdade, a cultura é sempre multifacetária, dinâmica. A cultura no singular, que define a identidade de uma nação, só existe como resultado da luta simbólica que se dá no campo cultural. Em resumo, o campo cultural é espaço de luta permanente entre os grupos sociais, que buscam reconhecimento e visibilidade, negando a uniformização e mesmo
A expressão cultural parte do princípio da percepção do mundo e o imaginário. As produções incluem artes plásticas, literatura, música, estudos, contos e lendas, cozinha; as manifestações incluem as festas, cerimônias e religiões, os mitos, símbolos e tabus. As ciências são outra forma de realização; correspondem aos conhecimentos e às práticas consideradas aqui como saber técnico.

Uma  interessante reflexão sobre identidade nacional foi apresentada por Carteri¹:

“A identidade de um povo está presente no imaginário dos indivíduos, residindo e sendo transmitida culturalmente nas artes, na música, na literatura, na arquitetura, na mídia, na tradição oral, no folclore, etc.  A identidade nacional brasileira é uma construção que aglutina elementos sócio-culturais diversificados, oriundos de diferentes grupos etnológicos. Embora não exista uma construção ordenada, guiada conscientemente por todos os envolvidos no processo de formação da identidade brasileira, o elementos sócio-culturais aglutinaram-se e são reconhecidos como componentes de uma identidade nacional baseado nas expectativas que o povo possui e também nas decisões oriundas da elite que os considera relevantes para corroborar a sua concepção de identidade nacional.
[...]
Mais do que a preocupação ideológica com o estabelecimento de uma identidade nacional, o povo brasileiro trazia em sua mestiçagem a mazela de uma inferioridade racial diante das raças “puras”, “civilizadas” e “desenvolvidas”. Embora o sincretismo racial tenha sido primeiramente considerado a causa do ”atraso” brasileiro e, posteriormente, a qualidade primeira do Brasil, ambos posicionamentos ideológicos coexistem até a atualidade; ainda hoje pessoas afirmam que maior problema do país é “não ter um povo”, revelando claramente a concepção de raça pura como ideal. Mas, em contrapartida, cada vez mais os diferentes componentes culturais das diversas raças e povos que vieram para o Brasil, forçados ou por livre opção, são reconhecidos e incorporados aos diversos “Brasis” que constituem o Brasil. Se o discurso dominante seleciona determinados elementos oficialmente e os impõe ao povo brasileiro, o povo recria sua própria concepção de identidade nacional, respeitando suas diversidades internas e regionais. Ao se abandonar uma concepção etnocentrista onde o modelo sócio-cultural europeu ou estadunidense é o ideal, é possível vislumbrar na heterogeneidade brasileira uma característica própria, indiferente de ser positiva ou negativa, que caracteriza uma identidade que é brasileira. Esta identidade, multifacetada, transborda em ritos, cultos, expressões, festas, danças, músicas, provérbios, trotes, enfim, coisas que misturam e remisturam elementos culturais diversos, recriando-os e transmitindo-os. É preciso que o povo brasileiro reconheça-se nessa heterogeneidade, assumindo-a como representativa de sua realidade sócio-cultural, nem inferior, nem superior às demais, apenas diferente. Única.” (CARTERI, 2011)

COMO NASCE A CULTURA DO POVO BRASILEIRO?

 A cultura como identidade nacional podemos dizer que vai nascer a partir da década de 30, que foi um ano de grandes transformações brasileiras e que irá modificar a maneira do “ser brasileiro”.
Antes disso, éramos um país multicultural, mas sem o envolvimento das culturas, umas com as outras. No começo da década de 20 há um aumento nas tiragens de livros e periódicos Visto que, o meio de se divulgar cultura era através dos cinemas boletins, periódicos e jornais, mas o que não podemos deixar de observar é que como já vimos em textos anteriores, éramos um país com uma grande população de analfabetos, cerca de 75%, contrapondo com o surgimento de uma elite de letrados. A literatura ainda era restritamente ligada à impressa. Como podemos perceber a quantidade de quem tinha acesso a informação e cultura era uma pequena parte da população.

Sociedade & Cultura
 Sociedade & Cultura
  • Semana de Arte Moderna de 1922
  • Artistas com a pretensão de romper a realidade agrária mostrando à sociedade brasileira os sinais da modernidade, acreditando influenciar a tradicional sociedade.
  • Em São Paulo já havia “sinais da modernidade”, como o asfalto e rádio, contrastando com a realidade de uma São Paulo provinciana, ainda não acostumada à velocidade das mudanças.
A modernidade nunca deixou de ser um projeto, um objetivo a ser alcançado. Mas é a partir da década de 30 com o fim da Republica Velha e com o crescimento do Radio que passa a ter um preço mais acessível e a chegada da TV que a disseminação de várias culturas começa a se alastrar. Com a crise advinda do período pós-guerra, traz uma estagnação do mercado editorial e algumas conseqüências para o mercado cinematográfico. Os rádios se tornavam mais populares e acessíveis. Surge a TV com os seus espetáculos e programas de auditório e também as rádios novelas com a popularização do rádio.
Como o crescente mercado das publicações, cresce também as empresas de fabricação de papel e as revistas e livros passam a atender diferentes públicos. Com isso há uma crescente busca para a criação de uma identidade nacional, sendo reinterpretados valores antes negados pela elite. É onde surge a mistura das raças, o samba o carnaval e o futebol passando estes a ser constitutivos da cultura brasileira que passa também a ser exportado para o exterior. O radio e o cinema também foi peça importante para essa nova reinterpretação do “ser brasileiro.
Semana de Arte Moderna







Quadro de Tarsila.









A IDENTIDADE CULTURAL NAS ARTES: CONSTRUINDO UMA BRASILIDADE

Nas artes: O quadro acima retrata um aspecto da identidade cultural brasileira: o desejo de embranqueci mento via miscigenação racial. Observe: a avó negra agradece aos céus o bebê "quase branco", filho de uma mãe mulata com um pai branco. A análise não é minha. É apresentada para justificar o título "A maldição de Cam". Quadro premiado no início da República mostra que para escapar da maldição de Cam (uma explicação bíblica distorcida que justifica o sofrimento do povo negro) é preciso ser branco. Então, como redimir-se de tal maldição? Tornar-se branco! 
 
Se o quadro acima lhe parece familiar, tudo bem, mas não é o que você está pensando. Parece o Grito do Ipiranga, mas não é.Este quadro é Friedland. Ele foi feito anos antes do nosso e o personagem central é Napoleão Bonaparte. Pedro Américo "plagiou" o quadro do coleguinha europeu para criar a imagem de D. Pedro I como grande estadista. Seria uma forma de construir o "mito fundador" de que fala Marilena Chauí?


Este sim é O Grito do Ipiranga. Observe a luminosidade. O garbo dos cavaleiros. A posição central de D. Pedro I. O povo presente na forma de condutores de bois.

OUTRO ELEMENTO DA IDENTIDADE NACIONAL: NOSSA MÚSICA!

Neste caso, a letra da música é uma fusão da lusitanismo e da brasilidade



MUSICA

Fado Tropical


(Chico Buarque E Ruy Guerra)


Oh, musa do meu fado 
Oh, minha mãe gentil 
Te deixo consternado 
No primeiro abril 
Mas não sê tão ingrata 
Não esquece quem te amou 
E em tua densa mata 
Se perdeu e se encontrou 
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental 
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose 
de lirismo...(além da 
sífilis, é claro)* 
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em 
torturar, esganar, trucidar 
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..." 

Com avencas na caatinga 
Alecrins no canavial 
Licores na moringa 
Um vinho tropical 
E a linda mulata 
Com rendas do Alentejo 
De quem numa bravata 
Arrebato um beijo 
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 

"Meu coração tem um sereno jeito 
E as minhas mãos o golpe duro e presto 
De tal maneira que, depois de feito 
Desencontrado, eu mesmo me contesto 

Se trago as mãos distantes do meu peito 
É que há distância entre intenção e gesto 
E se o meu coração nas mãos estreito 
Me assombra a súbita impressão de incesto 

Quando me encontro no calor da luta 
Ostento a aguda empunhadora à proa 
Mas o meu peito se desabotoa 

E se a sentença se anuncia bruta 
Mais que depressa a mão cega executa 
Pois que senão o coração perdoa..." 

Guitarras e sanfonas 
Jasmins, coqueiros, fontes 
Sardinhas, mandioca 
Num suave azulejo 
E o rio Amazonas 
Que corre Trás-os-Montes 
E numa pororoca 
Deságua no Tejo 
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um império colonial 

* trecho original, vetado pela censura 


Capturado em 0lº/11/2011

Calabar - o elogio da traição, de Chico Buarque de Hollanda e Ruy Guerra


Peça teatral sobre a traição de Calabar, personagem da história brasileira que foi considerado traidor por ficar ao lado dos holandeses na guerra contra Portugal.  Com Calabar - o elogio da traição, visam divertir o público, espalhando pontos de interrogação, dúvidas e perplexidades. Surpreendendo pelo atualizado deboche crítico, fundamentado num confronto realista com temas essenciais de nossa existência de nação social-econômica-política- culturalmente ainda colonizada num tímido mas empenhado esforço de construção de uma democrática cultura nacional-popular.


Capturada em 01º/11/2011

 
REFERÊNCIAS

CARTERI, k. K. A identidade Nacional Brasileira. Disponível em  http://biblioteconomiaepatrimonio.blogspt.com/2008/07/identidade-nacional-brasileira-karin.html. Acesso em  25/11/2011

MORAES, SONIA.CULTURA BRASILEIRA E IDENTIDADE NACIONAL
Uma leitura sobre o Modernismo.  


NARDI, Jean  Baptiste.CULTURA, IDENTIDADE E LÍNGUA NACIONAL NO BRASIL: UMA UTOPIA?


DISPONÍVEL EM:  <http://www.slideshare.net/luis.rick/sociedade-e-cultura-1334688>. Acessso  em 04 de dezembro de 2011.
 



 













terça-feira, 18 de outubro de 2011

UNIDADE 3 – Cidadania no Brasil

Para se ter um entendimento amplo e claro sobre a história da cidadania do índio, no Brasil, deve-se realizar, primeiramente, uma análise sobre seu histórico de relações com os portugueses. Nesta, também será vista a presença de outros povos europeus,como os franceses.

Uma das mais relevantes questões da história indígena que deve ser tomada é a de sua população, no que tange a quantidade de povos e também do número de habitantes no território brasileiro.



Estima-se, obviamente sem muita exatidão, que havia de 1 a 10 milhões de habitantes indígenas no território brasileiro. Eles foram divididos, teoricamente, pelos europeus em grandes nações indígenas, classificados de acordo com seus sistemas lingüísticos. Basicamente, eram o Tupi, o Macro-Jê, o Aruaque e o Caraíba.


Com a colonização, os índios foram sendo dizimados, sendo muitas etnias indígenas, de fato, extintas pelos colonizadores. Uma das principais causas de mortes indígenas, além do conflito direto com os europeus (muitas vezes aliados a etnias indígenas para fomentar o conflito entre elas), era a contração de doenças não existentes, no Brasil daquela época, trazidas do continente europeu. Os exemplos mais clássicos são a varíola e o sarampo, assim como outras doenças respiratórias.


Estima-se que, atualmente, haja em torno de 218 povos indígenas, que equivalem a pouco mais de quatrocentos mil indivíduos. Um número bem distante inferiormente daquele estimado pelos colonizadores em sua chegada.

Durante o processo colonizador, houve dois principais pólos agentes sobre os índios, a Coroa e os missionários. Estes, prioritariamente, pertencentes à Companhia de Jesus, os chamados jesuítas. No primeiro momento da colonização, tanto de um lado, quanto de outro, pairava, sobre o pensamento europeu, se os nativos daqui possuíam, ou não, alma.

O link abaixo ilustra de forma interessante os missionários e os representantes do

Estado português:
Desde o século XVI, a forma de enxergar o indígena, por parte da Coroa, e determinar o que deveria, e o que não deveria, ser feito com ele era bastante ambígua. Por um lado, o Estado português, em sua política, dizia não ter legalidade a escravização dos nativos. Por outro lado, legitimava que os colonizadores fizessem cativos os gentios nas guerras “justas”. Ou seja, se o índio resistisse violentamente às ações portuguesas, poderia tornar-se um cativo.

Com o Marquês de Pombal, já no século XVIII, houve a expulsão das ordens religiosas do território brasileiro. Dessa forma, esperava-se que os índios deixassem de sofrer influências das sociedades religiosas. O real objetivo era que os indígenas tivessem suas aldeias abertas à entrada de outras etnias, para que se miscigenassem, tornando-se “vassalos do Reino” (equivalente a cidadania).

De maneira geral, após a queda das determinações de Pombal, anos depois de sua entrada na administração da Coroa, os índios tornam-se “órfãos de Estado”. Eram livres, de acordo com a lei (Regência, 1831), porém não eram considerados cidadãos plenos, por serem tidos como, como diz Mércio Gomes Pereira (2005, p.431): “ingênuos, volúveis e manipuláveis.”. Os índios, então, não possuíam, na prática realmente, órgãos que os protegessem.

Na República, nota-se relevantemente um dos maiores defensores das sociedades indígenas brasileiras: Cândido Rondon. Segue, abaixo, os links de um pequeno documentário sobre as ações de Rondon.
http://www.youtube.com/watch?v=V-hUTF_-83M

http://www.youtube.com/watch?v=0cSc3ri84NI&feature=related

A luta do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), com liderança de Rondon, ainda que fosse significativa, esbarrou no regime militar iniciado na década de 1960, que criou a Fundação Nacional do Índio (Funai), de forma a tratar a questão indígena de forma mais burocrática.

Após Rondon, com os índios sendo considerados já cidadãos, mesmo não inclusos no campo político brasileiro, outro símbolo da luta pelos direitos indígenas foi o cacique Mário Juruna. Segue, abaixo, o link que trata de Juruna:

http://g1.globo.com/videos/globo-reporter/v/globo-reporter-traca-o-perfil-de-mario-juruna/1137699/

Também é interessante assistir ao filme Juruna o Espírito da Floresta. Abaixo, o link do trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=1_revi1TAKs

A partir da década de 1950, os povos indígenas, que ainda se encontram em território brasileiro, voltaram a crescer, obviamente de maneira lenta. Isso se deu a fatores como a defesa de doenças que os dizimaram durante a colonização. Outro fator, que não costuma ser salientado de forma expressiva, é a aceitação, por parte do povo brasileiro, da cultura indígena, e a crescente defesa de seus direitos.

Essa aceitação e defesa é vista, por muitas vezes, na música. É interessante, portanto, mostrar, aqui, algumas músicas brasileiras que representam de alguma forma os índios.

http://www.youtube.com/watch?v=fMd5_LwVI6Y&feature=fvwrel

http://www.youtube.com/watch?v=ErCDzyr2qc8&feature=fvwrel

http://www.youtube.com/watch?v=dPdfwzYuOsw&feature=related

sábado, 1 de outubro de 2011

UNIDADE 2 – República: limites entre o público e o privado


Grupo 5


No link abaixo, encontra-se o primeiro vídeo, intitulado "República Velha", que trata de uma abordagem didática do contexto histórico do tema proposto pela Unidade II e traz músicas e fotografias do período em questão:




- Já neste link, é mostrado o trailer do filme/documentário "Porta a Porta", que retrata a forma como foi realizada a última campanha eleitoral municipal no Nordeste brasileiro. Assemelhando-se muito às políticas eleitorais do coronelismo, o filme mostra candidatos que, para conseguir votos, oferecem aos eleitores bens materiais, cargos comissionados ou os ameaçam:





- Outro trailer interessante é o do filme "O Baile perfumado", que conta a história dos cangaceiros de Lampião que, na época, por desafiarem os coronéis e a República, foram perseguidos e transformados em bandidos:  



 


- Letra da música “Presidente Bossa Nova”, de Juca Chaves, através da qual é criticado um quadro histórico de ações negligentes das autoridades vigentes na República.



Retirado de:

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Unidade I: Elites políticas brasileiras: ilha de letrados e o domínio dos magistrados


Está é a terceira e última postagem sobre os temas tratados na unidade I. Aqui trazemos um pouco da história da Faculdade de direito da USP conhecida como Faculdade de Direito do Largo São Francisco. A instituição secular formou diversos personagens da história política, social e cultural do Brasil e podemos considerá-la  uma espécie de síntese da idéia sugerida nesta parte da unidade.

Abaixo um texto institucional sobre a criação da faculdade durante o período imperial:
A idéia de criação de um curso jurídico no Brasil surgiu em 1822, logo após a Independência. Em 1823, D. Pedro I instalou a Assembléia Constituinte para elaborar a primeira Constituição brasileira. Ao fim desse ano, foi dissolvida a Assembléia e em 1824 foi outorgada a primeira constituição. Os estudantes que desejavam cursar uma escola de Direito, até então, tinham de ir a Coimbra, em Portugal. A proposta de criação de um curso jurídico surgiu com José Feliciano Fernandes Pinheiro, o Visconde de São Leopoldo, membro do Parlamento. Pela Lei de 11 de agosto de 1827, o imperador D. Pedro I criou os dois primeiros cursos de Ciências jurídicas e Sociais do Brasil: um na cidade de São Paulo, no Estado de São Paulo, e outro na de Olinda, no Estado de Pernambuco. Clique aqui para continuar lendo

O vídeo abaixo é uma reportagem sobre a faculdade de Direito



Abaixo trecho da reportagem ‘Arcadas, berço do liberalismo’ que trata um pouco da ligação dos célebres alunos e com a faculdade e também sobre a história da instituição:

"Quem entra na São Francisco/ tem mais amor à verdade/ pois leva sempre no peito/ a chama da liberdade." Essa trova acadêmica, cantada por diferentes gerações de estudantes, explica por que a maioria dos bacharéis egressos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Fadusp) não aceita a designação de ex-aluno, apropriada para qualquer outra escola, menos esta. Por idêntica razão eles constituíram, em 1931, a Associação dos Antigos Alunos (AAA): "Mesmo graduados legitimamente, jamais deixaremos de estar ligados e de seguir as linhas principais do pensamento da Academia, na eterna condição de discípulos atentos e dedicados", rezava o manifesto inaugural da entidade, que neste ano comemora três quartos de século de existência. Clique aqui para continuar lendo
Clique aqui para conhecer mais uma curiosidade sobre a Faculdade

Unidade I: Fundação e fim do império - Texto: Da independência a Lula: dois séculos de política brasileira

Esta segunda postagem diz respeito à segunda parte da unidade I que trata da formação política do Brasil no período após 1822 até os dias atuais. Assim como na primeira postagem, também tentamos estabelecer aqui uma intertextualidade com o tema proposto. Destacamos o contrataste sugerido pelo título do texto que norteia esta parte da unidade e tentamos mostrar o início da formação política do Brasil e a ascensão ao poder do primeiro líder político não identificado com a elite política formada desde 1822.

Dom Pedro Chega ao trono
O livro '1822' é também assinado pelo jornalista Laurentino Gomes e é a continuação do seu livro ('1808') que se tornou um Best Seller  com mais de 700 mil cópias vendidas.
O enredo recomeça pelo ano marco da independência brasileira e explora o contexto da época e os personagens envolvidos no episódio. Clique aqui para baixar e ler o livro 1822.
Resenha do livro no site uol: “Este livro procura explicar como o Brasil conseguiu manter a integridade do seu território e se firmar como nação independente em 1822”, explica o autor. “A Independência resultou de uma notável combinação de sorte, acaso, improvisação, e também de sabedoria de algumas lideranças incumbidas de conduzir os destinos do país naquele momento de grandes sonhos e perigos”. Clique aqui para continuar lendo
Abaixo a primeira parte da entrevista com o autor do livro sobre o processo de produção do livro no 'Programa do Jô'



Abaixo Cenas o filme 'Independência ou morte' de 1972 que trata da reviravolta política que tornou o Brasil um império independente  do império de Portugal. Reviravolta marcada por 'acertos de bastidores'  que marcam parte da história política do país.

Comentário sobre o filme no site estadão.com.br: Com a morte recente de Carlos Coimbra reabriu-se o “caso” Independência ou Morte. O filme, lançado no ano do sesquicentenário da Independência, foi tido, em alguns setores, como uma espécie de obra oficial do regime: leia-se, da ditadura de Emilio Garrastazu Médici. Hoje, o romancista Ignácio de Loyola Brandão, em sua coluna do Caderno 2, desagrava a memória de Coimbra, evocando o episódio. Clique aqui para continuar lendo
Clique aqui para ler uma análise comparativa entre esse filme e 'Carlota Joaquina: Princesa do Brasil'
Clique aqui e saiba mais sobre o Sucessor de Dom Pedro I , Pedro II
Clique aqui para saber um pouco mais sobre o dia a dia do império


Um presidente operário
Abaixo a segunda parte do contraste que tentamos estabelecer e que foi explicada acima. Um puco da história de Lula, contada através de livros e filmes. O político foi o primeiro não ligado à elite econômica e política brasileira, formada desde a independência, a assumir o poder no país.
Primeira parte do documentário 'Entreatos' sobre os bastidores da campanha para a presidência vencida por Lula em 2002 depois de ter perdido outras três eleições.



Trecho da crítica do livro recém lançado 'O que sei de Lula': Resistiu a participar do sindicato, foi contra a aliança de trabalhadores com estudantes, menosprezou o apoio da Igreja Católica, resistiu à campanha Diretas-Já, vetou a colaboração do PT com o governo Itamar Franco, boicotou a Constituinte de 1988, criticou o Plano Real e considerou "herança maldita" os avanços sociais de Fernando Henrique Cardoso, seu predecessor. Quem construiu esse perfil, antes de chegar à Presidência da República e deixar o poder, ao fim de oito anos de mandato, com mais de 80% de aprovação popular, só pode ser considerado um conservador e é essa a avaliação do jornalista José Nêumanne Pinto no livro O que sei de Lula ( Topbooks, 522 pgs. R$ 69), no qual chega a uma conclusão, no mínimo, surpreendente: "Lula nunca foi de esquerda". Clique aqui para continuar lendo


Abaixo o trailer da cinebiografia 'Lula: o filho do Brasil',  lançado em 2009 o filme é baseado na obra homônima da jornalista Denise Paraná.

Crítica comparativa de Eliane Brum ao filme na Revista Época: Quando li a biografia, para cobrir a campanha de 2002, às vezes ri muito com Lula, às vezes chorei, em outras achei-o mau-caráter, em alguns parágrafos deu até raiva. Ao final da leitura consegui me aproximar das muitas verdades de Lula, um homem complexo e contraditório como são todos os homens. Ou, como diz Denise na primeira frase da introdução da obra: “Este é um livro sobre um homem controvertido”. 
Ao assistir a Lula – o filho do Brasil, o filme, fui surpreendida por um outro Lula. Este me deu sono. Baseado na biografia de Denise Paraná, o filme usou fatos relatados no livro, retocou alguns momentos menos edificantes, mas perdeu o melhor da história: a humanidade do personagem. Clique aqui para continuar lendo
Clique aqui e conheça mais sobre o Livro de Denise Paraná